Seja bem vindo, mas não pise na grama

Não espero comentários, mas serão todos bem vindos para falar...

quarta-feira, dezembro 30, 2009

Ultima do ano

Venho aqui para, principalmente, agradecer o carinho despendido pelos amigos neste meu pequeno espaço e para tal agradecimento vou postar aqui uma de minha poesias mais recentes...

Difusa

Uma madrugada inteira

no teu corpo embriagado, esquecido

intensa, fútil ilusão

ideologia de uma paixão;

Naquele momento

Uma fonte, de escuro néctar...

Tua boca aberta;

Jorre afora, jorre vida

Afogue-me neste líquido profano;

Da tua boca, dissimulada redenção

lambe a ferida, desfruta...

finde ao primeiro minuto

de uma manhã difusa, astuta.



Mais uma, a última do ano!



R.G.Pfarrius

sexta-feira, novembro 27, 2009

Obrigado

Gente, agora falta pouco, para que meus sonhos se tornem realidade, que minha pequena Maria Alice chegue e minha vida acalme, ou seja mais corrida ainda, mas para as pessoas que lêem esse pequeno pedaço de mim, peço paciência, paciência comigo que sou novo nisso tudo que a vida se tornou para mim e que se revela a cada minuto do dia.

Logo volto com textos inéditos que por falta e coregem não tive como postar.

Grandes abraços!

Rafa

segunda-feira, agosto 17, 2009

Desculpas e felicidades

Olá pessoal, sério, eu ando mesmo sem tempo de conectar e colocar esse espaço em ordem, mas devo atualizações às pessoas que acompanham este meu cantinho (nem tanto) pessoal.
Na verdade gostaria de saber o que acontece com a vida da gente, pois, de uma hora para outra simplesmente perdemos o controle de tudo que acontece ao nosso redor, simplesmente lhe escapa ao controle, sua própria vida. Temos vários motivos para que isso aconteça, mas no meu caso é mesmo falta de tempo. Sinto como se o tempo me fugisse, como no Tom e Jerry, sabem? E nessa perseguição eu sou o gato preguiçoso e mandão, e posso afirmar que o rato está ganhando essa. Não me recordo, sinceramente se já compartilhei aqui com vocês o fato de que vou ser papai, o que ajuda na falta de tempo, mas assim é melhor, ao menos sei que não controlo essa criaturinha no ventre de minha mulher, mas adoro sentir o friosinho na barriga que esta nova experiência está me proporcionando. Desculpem essa atualização mixuruca, sem palavras sábias e profundas, para pensar(Viu Nayara, nem sempre eu sou profundo, posso sr tão raso de significado às vezes...hehe) mas é a pura verdade, eu simplesmente não consigo pensar em muito mais coisas além do que me espera em tempos próximos.
Certo de que compreenderão minhas desculpas
Grandes abraços aos meus colegas de palavras e leituras
Rafa

domingo, julho 19, 2009

Rompante

Certa vez prometi a mim mesmo que não tardaria em abrir meu coração aqui, mas a vida real ainda manda na gente, por isso a demora, portanto, mais um pedaço de mim, desta vez na forma de poesia!

Rompante

Desta vez não!
Não há mais palavras a serem ditas
Nem por mim
Ou por você

Sem momentos de amor
Ou ância

Temia não temer
Temia não amar...

... e acabou, num instante
Perante os dois, como um.
Perdidos para sempre
Num rompante!

R.G.Pfarrius

sábado, maio 30, 2009

Epifania


Tive uma epifania. Descobri que sou feito de carne e ossos, e não de sonhos como havia sonhado um dia, quando menino.
Não é fácil descobrir-se, depois de tanto tempo pensando ser herói, apenas de carne e osso. Dá-se sinal de fraqueza, tontura, náusea. Até tive que me sentar até a força do choque passar. Lembro-me de que quando criança, menino muito frágil e sonhador que era, minha mãe um dia me disse que eu poderia ser qualquer coisa, "Qualquer coisa?" - eu perguntei. "Qualquer coisa!" - ela me rebateu. E eu, menino de fraldas, acreditei.
Após esse dia andei de cabeça erguida, me perguntando: "O que vou ser?".
Decidí ser árvore, e me enraizei na terra, afundei minhas raízes tão fundo que só mesmo uma força divina me moveria do lugar onde me enfiara. Acordava com o canto dos pássaros, dei abrigo a vários animais que precisavam dele, e até senti alegria em devolver o ar aos que precisavam dele também, porém, me sentí sozinho, preso na rotina de ser um ser vivo imóvel, enraizado tão fortemente por própria vontade. Dei adeus aos que estavam ao meu lado no início de minha vida e saí dali.
Decidí virar pedra, mas após sentir a frieza daquilo em que me tornara, a imobilidade a que ficaria submetido descobrí que não poderia viver assim. Foi quando tentei ser água, derramando-me pelos rios e mares, sentindo a brisa marinha acima e rodeado pelos animais marinhos a que tanto amava, mas, mais uma vez me ví alí, misturado com tantos, eu queria ser único, um só.
Decidí então ser nuvem, e deixei-me levar pelos ventos do sul, sentindo as penas dos pássaros roçarem de leve meu rosto enquanto decidia que rumo tomar, em qual direção flutuar, mas descobri que sendo núvem teria que simplesmente seguií-lo, onde quer que ele quisesse ir.
Decidí que teria mesmo que ser humano.
E assim vivo desde então, ando por aí, faço tudo que posso, vivo, progrido, envelheço, como todos os outros, porém descobri-me, humano, bobo, egoísta, errado do início ao fim, mas com sentimentos e vontades, com liberdade para ser tudo que poderia ser, mesmo que o seja somente para mim mesmo, em meus sonhos e devaneios.
Acho que, no fim de tudo a minha mãe estava certa: "Eu posso ser qualquer coisa! Desde que seja humano o suficiente para sonhar".
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