Seja bem vindo, mas não pise na grama

Não espero comentários, mas serão todos bem vindos para falar...

segunda-feira, maio 17, 2010

Poeta

Poeta

Se sou poeta
sou poeta dos desesperados
dos famintos
dos errados;

Se sou estrela
já perco logo o meu lume
no infinito
finito;

Se sou humano
já perdi a esperança
de aprender
a sorrir;

Se sou homem
espero a madrugada
de perto
no porvir.


R.G. Pfarrius

segunda-feira, maio 03, 2010

Madrugada


Madrugada

Madrugada viva
de insônia e pesadelo
sustentando imagens
por baixo de meu travesseiro;

Quanto tempo para desaparecer
esse amargor em minha boca?

Uma noite sem Fim, com certeza
[nem mesmo assim]

Amarga a imagem
Amargo vício
[Doce néctar]

Num único pulsar
uma tentativa...vívida!

Pois, quero sim
Sonhar sem fim;

Me perder em cadência
no pulsar
no pensar
da inocência!

Sonho - pesadelo
MEDO enfim!

Uma madrugada viva
por baixo de meu travesseiro
sucumbindo em imagens;

e esse amargor eterno
do doce néctar
no pesadelo;

Alheio a mim
me despeço e peço
o FIM!


R.G.Pfarrius

P.S. desculpas pela falta de atualização de duas semanas... foi falta de inspiração!
Grande abraço a todos e muito obrigado pelos comentários passados...eles me fazem querer escrever mais e mais

terça-feira, abril 20, 2010

Bloco na rua



Bloco na rua

Vou colocar o bloco na rua
mexer com os bêbados ineficientes
fazer fuzarca...na madrugada nua
fazer caretas dementes,

Me vestirei de saudade
castrando novos momentos
esconderei na roupa a idade
e na cara o sentimento,

Vou brincar de pirata
brincar de bicho-papão
acabar dormindo na calçada,

E voltar pra essa vida barata
vivendo no dia, no pão
passar pela vida... mais nada.

R.G.Pfarrius

segunda-feira, abril 12, 2010

Fúria íntima

Fúria íntima

Tenho fúria em meu ser
tão íntima
tão infinita
bela;

E não há maneira,
daqui de dentro arrancá-la
[minha louca companhia]
nesta cela;

Quero água, quero beber
beber do seu néctar
me embriagar;

Pensar em dois, ao invéz de um...
ver uma estrada então
em algum lugar;

Me perder...
pra só então me encontrar.



R.G.Pfarrius

quarta-feira, abril 07, 2010

Desvenda

Consciente, ou não, escreví pensando em crítica... ía escrever um texto forte, piegas... até mesmo chato... pois não... poesia é melhor...

Desvenda

Não há verdades nem mentiras
só fiapos de sentimentos rasgados como seda...

Não há razão ou ilusão
além de imagens instaladas em um inconsciente coletivo...

Não haverá pensamento, ou refinamento
nesse tempo louco de fúria e medo
mesmo que choremos;

Então não há dissimulação na teia da vida?
Não houve guerra em seu coração?
Houve sentimento, ao menos?

Temperamento forte, dessa época...
a cara a tapa... nua;
Não creia em mim...
inventa!

Pensa no seu íntimo...
um caminho...
desvenda!


R.G.Pfarrius

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