Seja bem vindo, mas não pise na grama

Não espero comentários, mas serão todos bem vindos para falar...

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Se eu Fosse um Padre

Mário é sempre Mário...

Se eu Fosse um Padre

Se eu fosse um padre, eu, nos meus sermões,
não falaria em Deus nem no Pecado-
muito menos no Anjo Rebelado
e os encantos das suas seduções,

não citaria santos e profetas:
nada das suas celestiais promessas
ou das suas terríveis maldições...
Se eu fosse um padre eu citaria os poetas,

Rezaria seus versos, os mais belos,
desses que desde a infância me embalaram
e quem me dera que alguns fossem meus!

Porque a poesia purifica a alma...
a um belo poema - ainda que de Deus se aparte -
um belo poema sempre leva a Deus!

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Salve, Salve!


Salve, Salve!

Longe dessa estrada virtual em que nos utilisamos de máscaras imaginadas nos sentimos menos livres para criar, mas mesmo assim me mantive afastado desde minha última publicação. O motivo?
Oras, férias!! Todo mundo precisa de umas vez em quando, não? Bom, eu simplesmente estava louco por umas, e foi o que fiz, joguei tudo para cima e fui viver um pouco essa VIDA LOKA, nem tão louca, na minha versão isso se torna um pouco mais pacata do que se pensa.
O importante é que estou de volta, um pouco mais recatado do que gostaria, mais disambientado do que poderia, mas a vida é assim, altos e baixos, espero que os altos comecem logo!!!! (Dedos cruzados).

Sei que o ano já começou oficialmente, mas para mim, recém ontem foi Ano novo, portanto que venha 2009.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Brincava a criança - Fernando Pessoa


Brincava a criança
Brincava a criança
Com um carro de bois.
Sentiu-se brincado
E disse, eu sou dois !

Há um brincar
E há outro a saber,
Um vê-me a brincar
E outro vê-me a ver.

Estou atrás de mim
Mas se volto a cabeça
Não era o que eu qu'ria
A volta só é essa...

O outro menino
Não tem pés nem mãos
Nem é pequenino
Não tem mãe ou irmãos.

E havia comigo
Por trás de onde eu estou,
Mas se volto a cabeça
Já não sei o que sou.

E o tal que eu cá tenho
E sente comigo,
Nem pai, nem padrinho,
Nem corpo ou amigo,

Tem alma cá dentro
'Stá a ver-me sem ver,
E o carro de bois
Começa a parecer.

quarta-feira, setembro 17, 2008

Frustrante


Sentei em frente ao pc hoje com verdadeira vontade de escrever. Queria, ao ligar o computador, atualizar esse meio de arte que é meu blog, mas... não consegui escrever nada que prestasse. Acreditam?
Claro, eu não sou nenhum Machado de Assis, mas dou minhas canivetadas.
Queria ter a imaginação e a intensidade de Machado ou então quem sabe a força da palavra de Alencar, e aquele campo sagrado de imaginação que é a sua narrativa. Mas, no entanto, minha mente, no momento, está tão seca quanto um deserto infrutífero. Poesias, crônicas, contos... nada. Não sou capaz de uma linha de boa vontade, venham meus dias de primavera, onde soavam fortes e compassadas as badaladas de insanidade que me faziam estremecer e enternecer ao escrever no papel o que meu coração e minha alma mandavam. Venham a mim as meninas dos meus olhos que se cansaram de brincar de esconder atrás de minhas pálpebras insuspeitas.
Queria escrever sobre a noite, o dia, a aurora... os pássaros... mas infelizmente, minha inspiração se foi, e não manda notícias do lugar longinquo onde foi parar...
Queria ser um Machado, para cortar sem medo a gramática e a literatura e fazer luzir minha mente como os raios de uma tempestade...
Mas... ultimamente, a única luz que visualiso é a da tela em branco de um computador...zumbindo, escarnecendo de minha falta de tato, da minha falta de imaginação.


R.G.Pfarrius
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