Seja bem vindo, mas não pise na grama
Não espero comentários, mas serão todos bem vindos para falar...
terça-feira, junho 05, 2012
Os dados do destino
Um beijo roubado
pelas mãos de incerto ruborizar
um grito calado, um esgar;
Escondidos do mundo
nas sombras entre os que passam
beijos de um único segundo
bocas que calam;
Vamos deixar que rolem
[os dados do destino]
e que, incertos, eles escolham
o nosso caminho.
Que sejam perigosos os nossos dias
e quentes nossas noites
pois deixo nos braços das brumas...
o tempo de nossa aventura.
R.G.Pfarrius
sábado, maio 26, 2012
Maestria
Ser maestro da própria ausência
e com a batuta em riste...como uma arma...
desafiar os desejos que ficam à deriva!
Ter nas próprias mãos... passado e futuro
e um presente a frente
distante...
Ser sinfonia, ser barulho!
musicar a própria vida...
num segundo ser Maestro
e no outro ser mudo!
R.G.Pfarrius
terça-feira, maio 22, 2012
O homem do futuro
Por um breve momento esqueci da vida em colapso!
Por 1 hora e 47 minutos tive normalidade,
um sorriso, algumas risadas...
Mas no momento em que acabou a dor voltou
dor da saudade,
simplesmente dor...
Quisera que essa fosse física!
Ah como quisera...
Quisera que fosse ilusória!
Ah como quisera...
Mas é somente dor... não um enigma.
É somente dor e nada mais!
Se fosse física arrancava a parte que doesse...
Se ilusória simplesmente esquecia...
Mas é dor d'alma... d'espirito!
Dói e não diminui... dói e continua...
dói... e não sei como fazer passar!
R.G.Pfarrius
sábado, maio 19, 2012
sexta-feira, maio 04, 2012
segunda-feira, abril 23, 2012
Verbetes
Ser, estar... perdido...
Ver, ao longe... um horizonte...
Sentir, no fundo... saudade...
ter, ao menos... carinho...
deixar, por vontade... no peito...
fluir, descansado... o amor.
R.G.Pfarrius
domingo, abril 15, 2012
Diálogo.
- Ainda sou parte de mim...
- Verdade?
- Verdade sim... ainda sou inteiro;
- Ainda sou um só entre muitos
- Não é!
- Não sou? e como você sabe?
- Porque você não é sozinho...
Somos muitos e estamos juntos...
- Ainda sou inteiro... um organismo vivo.
e sinto...
domingo, abril 01, 2012
Um olhar desgostoso
Num rápido olhar desgostoso
um pensamento sem graça
um casal amoroso
num banco de praça;
Beijos rápidos e libidinosos
mãos rápidas e inteligentes
corações piedosos
e corpos quentes;
num átimo termina o beijo
e começa a eternidade!
R.G.Pfarrius
fonte da imagem:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi9CBydlsa5coUPxF9EqIgg4P4xkuKTXsva2njZLTGWLuhBPguo8AhK_Q-_-DHvhaGS9uj5NXiQpkD74hWWP_CdSlpeBOIeFf6oib6y7d-BJHbeI9XhbwZLDsmTuWYIRw659qJY_nTP6RI/s400/OLHAR.jpg
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terça-feira, março 13, 2012
Morrer
Morrer! E insepulto!
Caminhar entre os respirantes
entre os aspirantes...
no meio... oculto,
suspirante...
Morrer! E inseguro!
Ocultar-se entre os restantes
na rede de intrigas
na vida.
Viver! E de teimoso!
entre os que rastejam..
entre os que matam...
os que vivem.
R.G.Pfarrius
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segunda-feira, março 12, 2012
Mais um ano
Para começar essa postagem eu quero pedir desculpas a todos os que acompanham esse meu canto aqui, mas entendam, a vida da gente é real também (rsrsrsrs). A faculdade terminou mas a vida continua e a minha vida não não pára mesmo. Agora volto ao mundo virtual... começando o ano!
quinta-feira, dezembro 01, 2011
Metonímico
Os pés sujos na pedra sagrada
passo a passo desnudando a escuridão...
uma escada para o céu... um véu
As mãos, grandes demais e calejadas
acariciando seus cabelos em troca de nada
quem sabe carinho?
Seus olhos negros a encarar o horizonte
queimando-os até que nada fique
só um pensamento
que logo se perde na imensidão.
R.G.Pfarrius
fonte da imagem:http://media.tumblr.com/tumblr_l8l3ow9onw1qbposk.jpg
terça-feira, novembro 22, 2011
Confusionista
Nossos corpos se encontraram no escuro
E como sombras, se esgueiraram,
Para outro lugar se foram, embora;
Não mais foram vistos, nem ouvidos
Meus olhares, até então, temidos
Se apagaram;
Não desejo mesmo que nos encontrem
nessa confusão de sombras
Embora...
Foi-se... apagou-se,
como uma sobra no escuro.
R.G.Pfarrius
E como sombras, se esgueiraram,
Para outro lugar se foram, embora;
Não mais foram vistos, nem ouvidos
Meus olhares, até então, temidos
Se apagaram;
Não desejo mesmo que nos encontrem
nessa confusão de sombras
Embora...
Foi-se... apagou-se,
como uma sobra no escuro.
R.G.Pfarrius
terça-feira, setembro 06, 2011
Loucos
Espero fiel, um arco-íris aparecer
E suas cores me inundarem como sangue
Espero...
Ouço passos atrás de mim
Serão meus ecos escondidos querendo surgir?
Vejo pessoas nesta parca estrada
Será meu passado querendo emergir?
Talvez esteja somente louco
Loucos é que escutam coisas...
Mas que droga!
Parecem tão reais pra mim.
R.G.Pfarrius
segunda-feira, agosto 15, 2011
Paciência
Paciência!
Não serei compreendido!
Pudico nada que arrefece o amanhã!
Cada mais calada boca que grita impropérios
Grita! Por não ser compreendida!
Ser ou não ser? Eis a questão!
Ou não?
Saber entreter o ser dessa curiosidade malévola
essa coisa com dentes e números que sabe;
santa e magnífica seja minha ignorância;
Não será magnifica pra sempre, nem mais um dia!
Passar à vontade,
ou mesmo à mingua
deixar minguar a própria lingua,
a identidade!
R.G.Pfarrius
quinta-feira, junho 16, 2011
Eterno querer
Eterna criança
terno brincar
de nunca ser;
Brincar de não crescer...
O Pan do meu futuro tão, tão distante...
tão brilhante!
Eterna mensagem
de completo querer... ter!
Tão distinto ser ou ver;
De certa paisagem
so meu ver
o amanhecer
o entardecer
da noite!
Eterna lembrança
uma única dança
para esquecer!
R.G.Pfarrius
terça-feira, maio 17, 2011
Continuun
Calma caminho,
Caminhe!
Caminhe campinas, cárpatos.
Caras cantando cantos
Caras caladas, caretas;
Cartas!
Calma! Calmaria.
Cantarola caminhando,
caminho
Cantarolar!
Caldeiras, caldeirões;
Cantís!
Canta Caldereiro,
Candeeiro canta!
Calma! Calmaria.
Carece carecer
Carícias!
Carente calado
Canta! Canto!
Caçado!
Cansaço!
Cansado!
Caso casual; Cansadeira...
Calma!
Cama.
R.G.Pfarrius
Caminhe!
Caminhe campinas, cárpatos.
Caras cantando cantos
Caras caladas, caretas;
Cartas!
Calma! Calmaria.
Cantarola caminhando,
caminho
Cantarolar!
Caldeiras, caldeirões;
Cantís!
Canta Caldereiro,
Candeeiro canta!
Calma! Calmaria.
Carece carecer
Carícias!
Carente calado
Canta! Canto!
Caçado!
Cansaço!
Cansado!
Caso casual; Cansadeira...
Calma!
Cama.
R.G.Pfarrius
quarta-feira, maio 11, 2011
Joia rara
Pertenço a esta vida barata
que cheira a mofo e solidão
vivendo entre essa gente casta
que inspira ódio e dissimulação;
Sou mesmo um homem perdido
entre os carros dessa cidade
sou facilmente iludido
pelas artimanhas dessa sociedade;
Mas mesmo assim, sou gentil
não aprendi a ser esperto
ainda não sei desse ardil
mas o recebo de peito aberto;
Pertenço a essa dança doente
onde há dois lados da mesma cara
nessa terra fértil e decadente
onde a decência é uma jóia rara.
R.G.Pfarrius
que cheira a mofo e solidão
vivendo entre essa gente casta
que inspira ódio e dissimulação;
Sou mesmo um homem perdido
entre os carros dessa cidade
sou facilmente iludido
pelas artimanhas dessa sociedade;
Mas mesmo assim, sou gentil
não aprendi a ser esperto
ainda não sei desse ardil
mas o recebo de peito aberto;
Pertenço a essa dança doente
onde há dois lados da mesma cara
nessa terra fértil e decadente
onde a decência é uma jóia rara.
R.G.Pfarrius
terça-feira, abril 05, 2011
Tela
Um pouco mais de girassóis
Faltavam na minha tela pintada
Um pouco mais de azul noturno
Mais nada!
Um pote cheio de tinta
Da cor da sua boca vermelha
Um fio do seu belo cabelo!
Um pouco de cor do seu olho
A palidez da pele, tão bela
Desenhei um mundo no pano
Pra ela!
Faltou o seu sorriso aberto
Nessa peça de tão bom talento
Mas nunca o vi, não o conheço
Nunca me foi ofertado
Nem mesmo como acalento.
terça-feira, março 15, 2011
Proscrito
Não quero mais pensar na vida
quero vivê-la;
em toda a sua podridão e beleza!
Não quero mais despedidas
quero encontros;
com toda a tristeza e incerteza!
Não medirei mais as palavras
quero confronto;
vou sangrar pelo que acredito!
Não quero mais sussuros
quero barulho;
e toda a beleza do grito!
Não serei mais um
serei todos;
serei caçado, proscrito!
E que o coração mande
ou peça gentilmente;
e em mais uma batida, acalente
um pensamento perdido.
R.G.Pfarrius
quero vivê-la;
em toda a sua podridão e beleza!
Não quero mais despedidas
quero encontros;
com toda a tristeza e incerteza!
Não medirei mais as palavras
quero confronto;
vou sangrar pelo que acredito!
Não quero mais sussuros
quero barulho;
e toda a beleza do grito!
Não serei mais um
serei todos;
serei caçado, proscrito!
E que o coração mande
ou peça gentilmente;
e em mais uma batida, acalente
um pensamento perdido.
R.G.Pfarrius
terça-feira, março 01, 2011
O bicho debaixo da cama
Tem um bicho debaixo da minha cama!
Ele me olha por entre as cobertas caídas...
e sorri amarelo!
Seus olhos são vermelhos de sono,
seus dentes amarelos e afiados.
ele me sorri... maldoso.
sabe dos meus medos,
minhas inseguranças,
sabe mais do que eu jamais saberei.
Sabe da vida
da morte
sabe do suor da luta diária
sem nem mesmo sair de baixo da minha cama.
E ele sorri...sarcástico. Perigoso.
Ele sorri!
R.G.Pfarrius
Ele me olha por entre as cobertas caídas...
e sorri amarelo!
Seus olhos são vermelhos de sono,
seus dentes amarelos e afiados.
ele me sorri... maldoso.
sabe dos meus medos,
minhas inseguranças,
sabe mais do que eu jamais saberei.
Sabe da vida
da morte
sabe do suor da luta diária
sem nem mesmo sair de baixo da minha cama.
E ele sorri...sarcástico. Perigoso.
Ele sorri!
R.G.Pfarrius
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